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30.5.08

BOM FIM DE SEMANA




A TODOS OS AMIGOS QUE POR AQUI PASSEM, EU DESEJO UM BOM FIM DE SEMANA, COM MUITO SOL, MUITA SAÚDE, MUITA AMIZADE, E TUDO O MAIS QUE DESEJAREM.
UM ABRAÇO A TODOS.

PARA VEREM O VÍDEO, POR FAVOR DESLIGUEM A MÚSICA DA BARRA LATERAL

27.5.08

POEMA


(Foto da net)

Anda amigo
dá-me a tua mão
e, vem comigo.

Vamos juntos
mostrar ao mundo
onde está
a tolerância
a caridade
o amor
a fraternidade
e a igualdade
de sexos e raças
de credos
de povos diferentes.

Se eu morrer, nesta missão
ouve-me bem, meu irmão
vai por ruas e vielas
bate a portas e janelas
pelos cinco continentes...
Diz a todos com amor
que há um mundo melhor
no peito de muita gente.

Anda!
sem medo.
Eleva a tua voz
grita bem alto ao mundo
árvores secas hão-de florir
corpos nus se hão-de vestir
e nunca mais seremos
mortos-vivos
adormecidos
no silêncio
do desespero.

elvira

A todos os amigos desejo um óptima semana, e obrigada pelas vossas visitas e pela vossa amizade, numa altura em que quase não tenho tempo para os visitar.
UM ABRAÇO DE AMIZADE E AGRADECIMENTO

22.5.08

A TODOS OS AMIGOS




A TODOS OS QUE ME VISITAM, DESEJO, UM BOM FERIADO, UMA BOA PONTE, UM EXCELENTE FIM DE SEMANA. UMA SUGESTÃO: BONS PASSEIOS A PÉ. FAZEM BEM AO CORAÇÃO E ECONOMIZAM NA GASOLINA.
UM OBRIGADA ESPECIAL À MINHA AMIGA MAR; QUE ME ENVIOU ESTE FILME.

20.5.08

RECORDAÇÕES


Quantas vezes
saltámos á corda
no pátio da escola.
Quantas vezes
bailámos em roda.
Quantas vezes
brincámos
de esconde-esconde
no pátio da escola.

Ah! quem pudesse
nesses tempos
distinguir o sonho
da realidade
do futuro.
Das recordações
quem nos vai livrar?

Que ninguém ouse
despertar-me
quando o sonho
me enche a mente desperta.

elvira

18.5.08

PARABÉNS SPORTING

Parabéns ao Sporting Clube de Portugal pela conquista da taça de Portugal. E parabéns ao Paulo Bento pela conquista de mais um troféu. Notável o percurso do Sporting, na Taça. Penso que o Futebol Clube do Porto, não deu a réplica que poderia e deveria dar, mas também é sabido que uma equipa joga o que a outra lhe permite. Um dos amigos que me visitou, dizia-me: - "Que ganhe o melhor" Pois ganhou o melhor, e quando assim é o desporto está de parabéns.


E PORQUE HOJE É DOMINGO


Amigos, peço desculpa pela minha ausência dos vossos cantinhos que tanto gostava de visitar. Infelizmente o dia precisaria ter muito mais que 24 horas, para que eu tivesse tempo suficiente para vos dar a atenção que merecem. Peço a Deus que me ajude para que em breve tudo possa voltar ao normal.
A TODOS DESEJO UM EXCELENTE DOMINGO.

11.5.08

PORQUE HOJE É DOMINGO




A TODOS OS QUE POR AQUI PASSAM, UM EXCELENTE DOMINGO. ÀS MINHAS AMIGAS DO BRASIL, ALEMANHA, E DE OUTROS PAÍSES, ONDE HOJE SE FESTEJA O DIA DA MÃE; DESEJO UM DIA MUITO ESPECIAL E MUITO FELIZ. PARA TODOS OS OUTROS; BOM DOMINGO

6.5.08

DESILUSÃO

Quando eu tinha vinte anos
queria construir,
um mundo melhor
com as minhas próprias mãos.

Queria acabar com a miséria
abraçar a Felicidade.

Queria acabar com a guerra
e abraçar a Paz.

Queria estrangular a hipócrisia
e abraçar a Verdade.

Quando eu tinha vinte anos
tinha o futuro cheio de sonhos
e de projectos.

Agora que tenho sessenta
tenho as mãos estragadas
de tanta luta inglória.
Tenho os ombros curvados
do peso das desilusões.
Os olhos sem brilho
de tanta lágrima derramada.
O futuro cheio de pesadelos
e interrogações.

E o mundo continua a girar
Cheio de fome
guerras
drogas
hipócrisia.
...E infeliz...

elvira carvalho

Amigos, aqui ao lado está o selo do Sexta, para comemorar o 1º aniversário. Ao Oscar, devo esta gentileza - obrigada Oscar -. Quem quiser levá-lo esteja à vontade.

4.5.08

DIA 4 DE MAIO - DIA DA MÃE



ROSAS VERMELHAS
Nasci em Maio, o mês das rosas, diz-se. Talvez por isso eu fiz da rosa a minha flor, um símbolo, uma espécie de bandeira para mim mesmo.

E todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, no dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã (que foi a hora em que eu nasci), a minha mãe abria a porta do meu quarto, acordava-me com um beijo e colocava numa jarra um ramo de rosas vermelhas, sem palavras. Só as suas mãos, compondo as rosas, oficiavam nesse estranho silêncio cheio de ritos e ternura.

Nesse tempo o Sol nascia exactamente no meu quarto. Eu abria a janela. Em frente era o largo, a velha árvore do largo dos ciganos. Quando chegava o mês de Maio, eu abria a janela e ficava bêbado desse cheiro a fogueiras, carroças e ciganos. E respirava o ar de todas as viagens, da minha janela, capital do mundo, debruçado sobre o largo onde começavam todos os caminhos.

E tudo estava certo, nesse tempo, ou, pelo menos, nada tinha o sabor do irremediável. Nem mesmo a morte da minha tia. Por muito tempo ela ficou nos retratos e no jardim, bordando à sombra das magnólias, andando pela casa nos pequenos ruídos do dia-a-dia, até que, pouco a pouco, se foi confundindo com as muitas ausências que vinham sentar-se na cadeira, onde, dantes, minha tia se sentava.

E eu dormia poisado sobre a eternidade, como se tudo estivesse certo para sempre, eu dormia com muitos olhos, muitos gestos vigilantes sobre o meu sono. Por vezes tinha pesadelos, acordava, inquieto, a meio da noite, qualquer coisa parecia querer despedaçar-se e então exclamava:

- Mãe!

E logo essa voz, tão calma, entrava dentro de mim, mandava embora os fantasmas, e era de novo o meu quarto, a doce quentura da minha casa no cimo da ternura.

Não havia polícia nesse tempo. Ninguém roubaria a tranquilidade do meu sono, ninguém viria a meio da noite para me levar, porque bastava eu chamar:

- Mãe!E logo uma voz, tão calma, mandava embora os fantasmas. E era a paz, nesse tempo, em que todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, o dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã, a minha mãe abria a porta do meu quarto e colocava, religiosamente, um ramo de rosas vermelhas sobre a minha vida, nesse tempo, em que dormir, acordar, nascer, crescer, viver, morrer, eram um rito no rito das estações.

Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Por vezes, a meio da noite, um grito abalava as traves da minha cabeça, direi mesmo da minha vida, e eu acordava suado, dolorido, como se um rato (talvez o medo?) me roesse o estômago. E era inútil chamar. Onde ficara essa voz que dantes vinha repor o sono no seu lugar, repondo a paz dentro de mim? E as manhãs penduradas no mês de Maio, onde acordar era uma festa? Onde ficara a ternura? Onde ficara a minha vida?

Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Dormia – como direi? – acordado sobre cada minuto. Tinha aprendido o irremediável. Alguma coisa, dentro de mim, se despedaçara para sempre (para sempre? Que quer dizer para sempre?). Era inútil chamar. Tinha aprendido, fisicamente, a solidão. Embora na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse, como se fosse a voz longínqua do meu povo:

- Coragem!Eu estava, pela primeira vez, fisicamente só, dentro do meu sono povoado por esse grito que estalava por vezes as traves da minha cabeça (onde essa voz que mandava embora os fantasmas?).

E era terrível essa manhã sem manhã, essa realidade branca e gelada, toda feita de paredes, grades, perguntas, gritos. Mesmo que na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse:

- Bom dia!era terrível acordar nessa estreita paisagem com sete passos de comprimento por sete de largura, tão hostil, tão dolorosa como as regiões dos pesadelos. Porque acordar era ter a certeza de que a realidade não desmentiria o pesadelo.

Mesmo que os meus dedos batendo na parede transmitissem notícias dum homem que podia responder:

- Bom dia!de cabeça erguida era terrível acordar no mês de Maio, com a certeza de que no dia 12 a minha mãe não entraria pelo meu quarto, deixando-me na fronte um beijo, e rosas vermelhas sobre os meus vinte e sete anos.

Talvez seja preciso renunciar à felicidade para conquistar a felicidade. Eu estava na cadeia em Maio de 1963. Tinha aprendido a solidão. Tinha aprendido que se pode gritar com todas as nossas forças quando se acorda a meio da noite com um grito na cabeça e um rato (talvez o medo?), roendo-nos o estômago, que ninguém, ninguém virá repor a paz dentro de nós. E, então, é a altura de saber se as traves mestras dum homem resistirão. Pois só a tua voz, amigo, responderá ao teu apelo torturado na noite. E, nessa hora (a mais solitária das horas), se conseguires cerrar os dentes, dar um murro na parede, acender um cigarro, se conseguires vencer esse encontro com a solidão no mais fundo de ti próprio, com que alegria, com que estranha alegria, na manhã seguinte, tu responderás:

- Bom dia!,mesmo que seja terrível acordar no mês de Maio, nessa estreita paisagem, gelada e branca, com sete passos de comprimento por sete de largura.

É certo que se podem escolher outros caminhos. Mas poderia eu ter escolhido outro caminho? Acaso poderia dormir descansado, onde quer que estivesse, sabendo que algures, na noite, há homens que batem, há homens que gritam?

Os fantasmas tinham entrado no meu sono, invadiram a minha casa no cimo da ternura; os fantasmas eram donos do País. E se eles viessem de repente, a meio da noite, e eu chamasse:

- Mãe!A voz (tão calma) de minha mãe já nada poderia contra eles. Era um trabalho para mim, uma tarefa para todos aqueles que não podem suportar a sujeição. Eu nunca pude suportar a sujeição. Acaso poderia ter escolhido outro caminho?

Por isso, em Maio de 1963, eu estava na cadeia, isto é, de certo modo, eu estava no meu posto.

No dia 12 não acordei com o beijo de minha mãe.Porém, nessa manhã (não posso dizer ao certo porque não tinha relógio, mas talvez – quem sabe? -, às dez e um quarto, que foi a hora em que eu nasci), o carcereiro abriu a porta e entregou-me, já aberta, uma carta de minha mãe. E ao desdobrar as folhas que vinham dentro do sobrescrito violado, a pétala vermelha, duma rosa vermelha, caiu, como uma lágrima de sangue, no chão da minha cela.

Manuel Alegre "A praça da canção"

Este é um dos mais belos textos que conheço, para este dia. Espero que tenham gostado. Bom domingo para todos, especialmente para AS MÃES QUE ME VISITAM.