3.5.17

OS CAMINHOS DO DESTINO - PARTE XIV





Chegou ao escritório ao meio-dia e meia. Uma das empregadas, entregou-lhe o contrato que ela leu e assinou, devolvendo-o. Então a jovem pediu-lhe para aguardar um pouco e desapareceu pela porta, onde Beatriz estivera anteriormente. Uns minutos depois, saiu, indicou-lhe uma cadeira e pediu-lhe para aguardar mais um pouco.
Cinco minutos mais tarde, o homem saiu do escritório, deu algumas indicações às duas jovens e dirigindo-se a ela disse:
-Vamos?
Entraram no elevador e saíram no parque de estacionamento, situado na cave do edifício. Continuaram em silêncio até entrarem no carro. Então ele falou:
- Eu sei que não é uma boa hora para lhe pedir que me acompanhe, É hora de almoço, mas não sendo agora, só poderia ser no fim do dia, e seria decerto mais inconveniente para si. Assim tomei a liberdade de telefonar para casa, e avisar a minha mãe que almoça connosco. Depois trago-a de volta.
-Obrigado. Não era necessário, almoçava mais tarde.
Entraram no carro. César pôs a viatura em movimento e disse:
-Na verdade, não devia ter decidido sem falar consigo. Não atrapalhei a sua vida?
-Não.
 A resposta soou demasiado seca à própria Beatriz. Mas não se desculpou. Atenta à paisagem, verificava que se dirigiam à periferia, e sem querer vieram-lhe à memória, as advertências da amiga.
Ele lançou-lhe um rápido olhar, mas não voltou a falar. Mudou de direção e entrou numa rua de residências com bonitos jardins à volta. Reduziu a velocidade, e entrou por um largo portão que voltou a fechar-se de seguida, acabando por estacionar junto à entrada da casa. Saiu do carro e logo a porta de casa se abriu, e uma menina loira desceu a correr as escadas, para se lançar nos braços do pai. À porta de casa, ficou uma senhora de idade, que Beatriz supôs ser a avó da menina.
Com a filha nos braços, César voltou-se para ela dizendo:
- Eis o furacão Matilde, que a partir de amanhã estará aos seus cuidados.
-Olá Matilde, - saudou-a em tom suave.
-Olá. Como te chamas?
-Beatriz.
- Vamos entrar, - disse César encaminhando-se para as escadas com a filha  ao colo.
 Já em casa, depositou a criança no chão e apresentou a jovem à mãe. Depois disse:
- Beatriz começa a trabalhar amanhã, de modo que se quiseres amanhã mesmo podes ir para casa da Carolina. Se a Beatriz precisar de qualquer coisa, a Berta a ajudará, ou em última instância telefona-me. - E voltando-se para a jovem acrescentou; a Berta é a cozinheira, está connosco desde que eu nasci, sabe tudo da casa.


12 comentários:

Isa Sá disse...

A passar por cá para acompanhar a história.

Isabel Sá
Brilhos da Moda

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Continuo a acompanhar esta interessante história.
Um abraço e boa semana.

Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
Livros-Autografados

✿ chica disse...

Cada vez mais detalhes, compondo o grande quadro que promete muiiiiiito! bjs, chica

António Querido disse...

Por motivos alheios à minha vontade, não serei um comentador tão assíduo nos próximos tempos.
Com o meu abraço.

Edumanes disse...

Ainda há gente em que se pode confiar. E assim à primeira vista, me parece que o César seja um homem responsável e não um trapalhão qualquer!

Tenha uma boa tarde amiga Elvira, um abraço,
Eduardo.

AvoGi disse...

Ohhhhhhh a piquena dever cá uma Bisca:=}

lis disse...

Agora é aguardar que tudo seja como lhe convém.
Percebi-ase nela algum cuidado, alguma leve desconfiança.
Vamos aguardar o proximo capítulo .
abraços Elvirinha

aluap Al disse...

A criança não ter ficado envergonhada já é um bom começo para o relacionamento de ambas.

Cont. de boa semana.
Abraço.

Gaja Maria disse...

Vamos ver como se vão safar neste novo desafio para todos eles.
Abraço Elvira

Prata da casa disse...

Já se antevê que as duas vão-se dar bem.
Bjn
Márcia

Cantinho da Gaiata disse...

Parece -me um bom começo.
Bj

Rosemildo Sales Furtado disse...

Pelo menos só com a menina ela não ficará, pois terá a companhia da Berta, a cozinheira.

Abraços,

Furtado